Acabado de conquistar a Supertaça em Albufeira após bater o Sporting (80-76), Fernando Sá analisou “um jogo muito complicado” no qual a equipa “não esteve ao nível habitual na primeira parte”, mas “a forma intensa como começou a defender” na segunda “permitiu ganhar vantagens nas transições ofensivas, bem como mais espaço para atacar e para lançar”.
“Tivemos muitas vozes no balneário que não a minha ao intervalo. Os jogadores foram fundamentais na forma como analisaram o primeiro e o segundo período e depois mudaram a postura”, revelou o treinador ciente de que “ainda falta muito trabalho e é preciso sorte” para revalidar o título nacional, mas certo de que “esta equipa tem talento e uma coesão” que o deixam “muito motivado e otimista para o futuro”.
A análise ao jogo
“Foi um jogo muito complicado. Penso que a forma motivada como o Sporting se apresentou sem o Liam O’Reilly e o Gustavo Teixeira teve uma péssima repercussão na nossa equipa. Não estivemos ao nível habitual na primeira parte, com muitas ações individualizadas, pouca partilha de bola, muito espaço em termos defensivos. Evidente que o Sporting tinha uma eficácia de 50% no tiro exterior ao cabo do segundo período e nós tínhamos dois convertidos em 16 tentativas, por isso tivemos de mudar muita coisa. A forma intensa como começámos a defender permitiu-nos ter mais vantagens nas transições ofensivas, mais espaço para atacar e lançar. Começámos a ganhar também mais ressaltos, o que foi importante.”
A mudança de postura ao intervalo
“No intervalo, aconteceu uma coisa muito positiva. Tivemos muitas vozes no balneário que não a minha. Os jogadores foram fundamentais na forma como analisaram o primeiro e o segundo período e depois mudaram a postura. Acho que nós, treinadores, temos o nosso papel, mas cada vez mais acho que as vozes deles, dentro de muitas regras e situações que temos de dominar, são fundamentais. Destaco principalmente as palavras do James Woodard, que esteve a semana toda sem treinar, esteve no banco durante bastante tempo e esteve até em dúvida para jogar, mas teve um discurso que me deixou muito satisfeito e otimista em relação ao futuro.”
Uma longa época pela frente
“A confiança temos sempre de ter. Como nos ensinou a época passada, temos de estar focado no que realmente nos interessa, porque é nos momentos altos que podemos vencer competições. Sabemos que faltam nove meses, ainda falta muito trabalho e é preciso sorte, que não haja lesões ou só haja lesões curtas, para chegarmos aos play-offs em condições de lutarmos pelo título. Evidentemente que esta equipa tem talento e uma coesão, quer nos treinos, quer nos jogos, que me deixa muito motivado e otimista para o futuro, mas estamos dependentes de várias situações e temos de trabalhar para conseguirmos chegar aos nossos objetivos.”


